sexta-feira, 11 de novembro de 2011


  Wellington Pedro/DivulgaçãoEm seus diálogos privados, Fernando Henrique Cardoso tem dedicado a Aécio Neves críticas ácidas.
Na opinião de FHC, o comportamento de Aécio é incompatível com o desejo dele de ser candidato à Presidência da República.
Presidente de honra do PSDB, FHC se queixa da “ausência” de Aécio na discussão sobre os temas mais relevantes. “Ele não dialoga com a nação”, resume.
Ao esmiuçar o raciocínio, FHC declara: não se trata de antecipar a campanha, mas de escolher um rol de assuntos e se apresentar para o debate.
FHC considera ultrapassada a estratégia de esperar que o calendário se aproxime do ano eleitoral para iniciar a exposição. É tática “velha”, eis a palavra que usou.
Insinua que, desde que se elegeu senador, no ano passado, Aécio enfurnou-se no Senado. O ideal, segundo diz, é que o presidenciável corresse o país.
Acha que Aécio deveria aproveitar a atmosfera de pré-campanha municipal para visitar os municípios com maior quantidade de eleitores.
Sintomaticamente, Aécio prepara um ciclo de viagens para o início de dezembro. Deve passar por Pernambuco no dia 8, pela Bahia no dia 9 e pelo Espírito Santo no dia 10.
De resto, Aécio articula com o aliado Sérgio Guerra, presidente do PSDB, uma agenda de viagens aos municípios onde o partido dispõe de candidatos bem postos.
Na opinião de FHC, deve-se sobretudo ao vazio proporcionado pela inação de Aécio a sobrevida da candidatura presidencial de José Serra.
FHC enxerga em Serra, por exemplo, credenciais para fazer incursões no debate sobre a degradação moral da política.
Costuma dizer que sempre houve corrupção na política. Mas acha que, agora, subverteu-se a ordem das coisas: há política na corrupção.
Dito de outro modo: hoje, a corrupção, por abundante, prevalece sobre a política, ofuscando-a. “O Serra é duro o bastante para romper com isso”, acredita.
O que se esconde sob os comentários de FHC é, em essencia, uma ponta de decepção com Aécio. 
Nas pegadas da derrota de Serra para Dilma Rousseff, na eleição presidencial do ano passado, FHC dissera que a fila do PSDB andara. Seria a vez de Aécio.
Daí o desapontamento. Na avaliação de FHC, Aécio desperdiça sua hora.
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Escrito por Josias de Souza às 04h51

domingo, 6 de novembro de 2011


6 de Novembro: Dia da Fundação de Poços de Caldas



A história de Poços de Caldas tem seu início na descoberta das suas fontes e nascentes de água a 45 graus centígrados na área que passou a ser conhecida como Campos de Caldas, no final do século XVIII, por Bandeirantes que vinham em busca de ouro e pedras preciosas.

Como não fossem ali encontrados ouro nem pedras preciosas, tal parte do território ficou desabitada até a época da decadência da mineração de ouro, atividade que foi sendo substituída pela agropastoril. No começo do século XIX, a fama das virtudes terapêuticas das caldas foi superando o medo provocado pelas crendices.

A fama do poder curativo das águas se espalhou rapidamente, fazendo com que um grande número de pessoas, na maioria doentes, enfrentassem diversas dificuldades para chegar às fontes devido a inexistência de um povoado e as dificuldades de acesso ao local.

Desde o início do século XIX, o local das águas e região adjacente estava sob administração de Caldas (nome que vem do latim "calidu" que significa "águas quentes").

A fama das águas continuava crescendo, mas nada ainda havia sido feito para receber os visitantes.

Para usufruir dos banhos sulfurosos, um dos freqüentadores das fontes foi o fazendeiro José Bernardes da Costa Junqueira que, encontrando excelentes pastagens, acabou por requerer do Governo Imperial uma sesmaria, a qual foi dividida entre os seus quatro filhos.

Em 1826, foi elaborada uma primeira planta do local, indicando nascentes de fontes, ranchos erguidos para enfermos, cemitério e área para construção de um hospital e de algumas casas.

Pouco depois, Joaquim Bernardes da Costa Junqueira um dos filhos de José Bernardes da Costa Junqueira, adquiriu dos outros irmãos toda a propriedade e fundou a Fazenda do Barreiro, dedicando-se à criação de gado e dando início a um povoado que seria o núcleo da futura cidade de Poços de Caldas (barreiro era a designação dada, em Minas Gerais, para fontes perenes de águas minerais). Enquanto isso, o número de visitantes aos poços de águas termais aumentava.
Em 6 de Novembro do ano de 1872, a Família Junqueira doa uma área de 96 hectares de suas terras para o estado, depois que o Senador Dr. Joaquim Floriano de Godoy, interessado pelas águas, manda desapropriar os lotes ao redor das fontes, indenizando os proprietários. Estava assim inicializado o nascimento de Poços de Caldas.

Em 1889, a cidade foi desmembrada do distrito de Caldas e elevada à categoria de vila e município.

Origem do nome: Segundo Pedro Sanches Lemos, a explicação para a origem do nome de Poços de Caldas está no fato que as fontes termais, originalmente, eram barreiros ou bebedouros onde animais silvestres saciavam sua sede. E os bandeirantes usavam estes mesmos barreiros, que chamavam de poços, para dar água a seus animais e pela qualidade dela fizeram uma analogia com Caldas de Portugal.

Ao longo do tempo a cidade teve vários nomes até chegar a Poços de Caldas: Nossa Senhora da Saúde das Águas de Caldas, Nossa Senhora da Saúde de Caldas, Nossa Senhora da Saúde de Poços de Caldas e Águas Virtuosas de Caldas.