Petrobras/Divulgação
Dilma Rousseff revelou, em privado, algo que não admite publicamente: prefere nomear para a Casa Civil um nome técnico, não um político.
Chama-se Maria das Graças Silva Foster a preferida de Dilma. É conhecida como Graça Foster.
Funcionária de carreira da Petrobras, ocupa no momento a estratégica diretoria de Gás e Energia.
Dilma olha para Graça Foster como se mirasse o espelho. As duas têm um perfil absolutamente assemelhado.
Asssim como Dilma, Foster tem fama de gerente eficaz e durona. Na estatal petroleira, ganhou o apelido de “Caveirão”.
Uma referência ao veículo blindado que o BOPE, temível tropa de elite da PM do Rio, utiliza em suas incursões pelos morros cariocas.
O desejo de Dilma é o de acomodar na Casa Civil uma espécie de nova Dilma. Uma pessoa capaz de coordenar os principais programas do governo.
A pretensão vai na contramão do previsto. Até aqui, dava-se de barato no PT que o chefe da Casa Civil de Dilma seria Antonio Palocci.
Um pedaço da legenda acha temerária a troca de planos. Alega-se que Dilma, por técnica, precisa ter do seu lado alguém com a cintura flexível de Palocci.
Dilma, por ora, parece dar de ombros para a argumentação. Dispõe-se a nomear Palocci, mas não se mostra convencida de que deve dar a ela a Casa Civil.
Em conversa que manteve com Lula antes da eleição de domingo passado, Dilma levou à mesa o nome de Graça Foster.
Segundo apurou o repórter, Lula estimulou a sucessora a compor sua equipe como julgasse melhor.
A despeito desse diálogo, pelo menos um auxiliar de Lula e um expoente do PT crêem que, no final das contas, Palocci vai à Casa Civil.
“O Lula é como a Bíblia”, disse um dos interlocutores do blog. “Todos os cristãos lêem, mas cada um tira suas própris conclusões”.
A alternativa cogitada para a acomodação de Palocci, médico de formação, é a cadeira de ministro da Saúde.
Diz-se, porém, que o ex-czar da Fazenda torce o nariz para essa hipótese. Assim, para fazer valer sua vontade, Dilma teria de tourear o petismo.
Como existe a hipótese de Palocci não vingar, o PT desenvolve um antídoto a Graça Foster. Começa-se a mencionar para a Casa Civil o nome do ministro petista Paulo Bernardo (Planejamento).
A favor de Dilma, por enquanto, pesa a interpretação que deu à primeira leitura que fez das palavras de Lula. Se tiver de fato a carta branca da 'Bíblia', não haverá petista capaz de segurá-la.
Contra ela, o fato de que, a partir de janeiro de 2011, Lula será ex-presidente. Por mais que ele se disponha a socorrê-la, é ela quem vai ter de lidar com o PT e suas peculiaridades.
Escrito por Josias de Souza às 04h42
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Ginástica para atender a todos os pedidos de cargo no governo
Correio Braziliense
Vera Batist
Se for atender a todos os pedidos de cargo, Dilma Rousseff terá que pelo menos triplicar o tamanho do governo. Estatais estão na mira de políticos
Antonio Palocci
O ex-ministro é cotado para a Casa Civil. Mas também pode ocupar o Ministério da Saúde ou presidir uma estatal, como a Petrobras.
Henrique Meirelles
O presidente do Banco Central pode continuar no cargo, se Dilma Rousseff seguir a orientação do presidente Lula. Caso ela opte por fazer uma troca, Meirelles pode ocupar um novo ministério, o da Infraestrutura.
Guido Mantega
Contando com o apoio de Lula, o ministro da Fazenda deseja continuar na Pasta, contrapondo-se a Meirelles no BC. Seria uma forma de não dar “vitória” no debate interno no governo nem à ala desenvolvimentista nem à mais ortodoxa.
Paulo Bernardo
O nome do atual ministro é considerado para liderar a Casa Civil, caso Palocci não seja alçado ao cargo. A saída dele ajudaria a abrir espaço na pasta do Planejamento para Aloizio Mercadante, derrotado na disputa pelo governo de SP.
Nelson Barbosa
Se depender somente do desejo de Dilma Rousseff, o secretário de Política Econômica da Fazenda seria o novo titular da Pasta. Se depender exclusivamente dele, o seu destino seria a presidência do Banco Central. Mas pode se contentar com um cargo na equipe econômica.
José Sérgio Gabrielli
O atual presidente da Petrobras deve permanecer no cargo por um ou dois anos, por conta do apoio que ele tem de governadores eleitos no Nordeste. Ele quer se cacifar para ocupar para disputar o governo da Bahia nos próximos quatro anos.
Luciano Coutinho
O presidente do BNDES poderá ocupar o Ministério da Fazenda no lugar de Guido Mantega. Essa é a vontade de Dilma Rousseff. Mas, no xadrez das negociações, há as hipóteses de ele ir para o Banco Central ou continuar à frente do banco de desenvolvimento.
Alessandro Teixeira
O ex-xerife da Apex-Brasil, que integrou a equipe da campanha da presidente eleita, é citado como provável titular do Ministério das Micro e Pequenas Empresas, que deve ser criado por Dilma.
Moreira Franco
Pode vir a ocupar a Presidência da Caixa. Pesa contra ele o fato de o cargo ser ocupado por Maria Fernanda Ramos Coelho, queridinha de Dilma. Por outro lado, a petista terá de abrir espaço para o PMDB no governo.
Abílio Diniz
O presidente do Conselho de Administração do Grupo Pão de Açúcar poderá ocupar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Ontem,
ele fez uma carta aos funcionários em que declarou seu voto em Dilma.
Maria das Graças Foster
A presidente da BR Distribuidora é a melhor amiga de Dilma, que deseja alçá-la a um cargo mais alto, como o de ministra das Minas e Energia. Mas a posição também é cobiçada pelo ex-titular da Pasta, Edison Lobão.
Ciro Gomes
O deputado federal que coordenou a campanha da petista no segundo turno agora deverá ocupar um lugar no alto escalão. Ele é citado para a Presidência do BNDES, para o Ministério da Saúde, caso Palocci não receba a função, ou para a Pasta da Integração Nacional.
Alexandre Tombini
O diretor de Normas do Banco Central seria o nome preferido de Henrique Meirelles para ocupar o seu cargo, caso o presidente do BC deixe a posição. Ele tem boas relações com a Fazenda e seria usado para aproximar o BC do futuro ministro.
Preocupação com os gastos
Entre as principais preocupações do mercado financeiro está se os futuros nomeados na área econômica irão controlar os gastos públicos. O fato de Dilma ter assumido compromisso neste aspecto em seu primeiro pronunciamento causou alento entre os analistas. “O povo brasileiro não aceita que governos gastem acima do que seja sustentável”, disse, após ser eleita. “Era a principal incerteza. O gasto público não poderia ficar de fora do discurso. Tudo o que queremos é uma gestão sustentável”, avalia Juan Jansen, da Consultoria Tendências.
Saiba mais...
Equação difícil na equipe que vai compor o novo governo de Dilma
Jansen crê que o diretor de Normas e Organização Financeira do Banco Central, Alexandre Tombini, irá substituir Henrique Meirelles, abrindo espaço para o atual presidente ocupar o Ministério da Fazenda, ou do Planejamento. Mas não vê com bons olhos a substituição. “Piora a qualidade. Ele (Tombini) é funcionário de carreira e o BC precisa de um técnico do mercado”, disse. Dependendo da mexida no tabuleiro, será o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, o titular da Fazenda e Paulo Bernardo continuará à frente do Planejamento. Antonio Palocci assumiria a Casa Civil. “Meirelles e Pallocci têm uma gestão fiscal mais equilibrada. Mantega (ministro da Fazenda), se ficar, será em uma estatal”, justificou o analista da Tendências.
Estatais
Flávio Serrano, do BES Investimentos, ressalta na fala da presidente o combate à inflação e a promessa de gestão fiscal mais austera. Para ele também Mantega sairá da Fazenda e terá destino incerto. Na opinião do analista da BES Investimentos, Coutinho sairá do BNDES para a Fazenda e Pallocci se estabelecerá na Casa Civil. Ele acredita que para substituir José Sérgio Cabrielli, na Petrobras, Dilma deve convidar seu amigo Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte.
Tão ou mais importantes do que os ministérios são os comandos das empresas e bancos estatais, cujos caixas concentram o maior volume dos recursos públicos. Clodoir Vieira, da Corretora Souza Barros, lamenta que a presidência da Petrobras continue sendo um cargo político e mais ainda que circulem boatos, por exemplo, de que o candidato derrotado ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, poderia ocupá-lo. “Acho uma loucura dizer que o Mercadante pode ir para a Petrobras. Acho que (José Sérgio) Gabrielli será mantido”, afirmou. (V.B.)
Vera Batist
Se for atender a todos os pedidos de cargo, Dilma Rousseff terá que pelo menos triplicar o tamanho do governo. Estatais estão na mira de políticos
Antonio Palocci
O ex-ministro é cotado para a Casa Civil. Mas também pode ocupar o Ministério da Saúde ou presidir uma estatal, como a Petrobras.
Henrique Meirelles
O presidente do Banco Central pode continuar no cargo, se Dilma Rousseff seguir a orientação do presidente Lula. Caso ela opte por fazer uma troca, Meirelles pode ocupar um novo ministério, o da Infraestrutura.
Guido Mantega
Contando com o apoio de Lula, o ministro da Fazenda deseja continuar na Pasta, contrapondo-se a Meirelles no BC. Seria uma forma de não dar “vitória” no debate interno no governo nem à ala desenvolvimentista nem à mais ortodoxa.
Paulo Bernardo
O nome do atual ministro é considerado para liderar a Casa Civil, caso Palocci não seja alçado ao cargo. A saída dele ajudaria a abrir espaço na pasta do Planejamento para Aloizio Mercadante, derrotado na disputa pelo governo de SP.
Nelson Barbosa
Se depender somente do desejo de Dilma Rousseff, o secretário de Política Econômica da Fazenda seria o novo titular da Pasta. Se depender exclusivamente dele, o seu destino seria a presidência do Banco Central. Mas pode se contentar com um cargo na equipe econômica.
José Sérgio Gabrielli
O atual presidente da Petrobras deve permanecer no cargo por um ou dois anos, por conta do apoio que ele tem de governadores eleitos no Nordeste. Ele quer se cacifar para ocupar para disputar o governo da Bahia nos próximos quatro anos.
Luciano Coutinho
O presidente do BNDES poderá ocupar o Ministério da Fazenda no lugar de Guido Mantega. Essa é a vontade de Dilma Rousseff. Mas, no xadrez das negociações, há as hipóteses de ele ir para o Banco Central ou continuar à frente do banco de desenvolvimento.
Alessandro Teixeira
O ex-xerife da Apex-Brasil, que integrou a equipe da campanha da presidente eleita, é citado como provável titular do Ministério das Micro e Pequenas Empresas, que deve ser criado por Dilma.
Moreira Franco
Pode vir a ocupar a Presidência da Caixa. Pesa contra ele o fato de o cargo ser ocupado por Maria Fernanda Ramos Coelho, queridinha de Dilma. Por outro lado, a petista terá de abrir espaço para o PMDB no governo.
Abílio Diniz
O presidente do Conselho de Administração do Grupo Pão de Açúcar poderá ocupar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Ontem,
ele fez uma carta aos funcionários em que declarou seu voto em Dilma.
Maria das Graças Foster
A presidente da BR Distribuidora é a melhor amiga de Dilma, que deseja alçá-la a um cargo mais alto, como o de ministra das Minas e Energia. Mas a posição também é cobiçada pelo ex-titular da Pasta, Edison Lobão.
Ciro Gomes
O deputado federal que coordenou a campanha da petista no segundo turno agora deverá ocupar um lugar no alto escalão. Ele é citado para a Presidência do BNDES, para o Ministério da Saúde, caso Palocci não receba a função, ou para a Pasta da Integração Nacional.
Alexandre Tombini
O diretor de Normas do Banco Central seria o nome preferido de Henrique Meirelles para ocupar o seu cargo, caso o presidente do BC deixe a posição. Ele tem boas relações com a Fazenda e seria usado para aproximar o BC do futuro ministro.
Preocupação com os gastos
Entre as principais preocupações do mercado financeiro está se os futuros nomeados na área econômica irão controlar os gastos públicos. O fato de Dilma ter assumido compromisso neste aspecto em seu primeiro pronunciamento causou alento entre os analistas. “O povo brasileiro não aceita que governos gastem acima do que seja sustentável”, disse, após ser eleita. “Era a principal incerteza. O gasto público não poderia ficar de fora do discurso. Tudo o que queremos é uma gestão sustentável”, avalia Juan Jansen, da Consultoria Tendências.
Saiba mais...
Equação difícil na equipe que vai compor o novo governo de Dilma
Jansen crê que o diretor de Normas e Organização Financeira do Banco Central, Alexandre Tombini, irá substituir Henrique Meirelles, abrindo espaço para o atual presidente ocupar o Ministério da Fazenda, ou do Planejamento. Mas não vê com bons olhos a substituição. “Piora a qualidade. Ele (Tombini) é funcionário de carreira e o BC precisa de um técnico do mercado”, disse. Dependendo da mexida no tabuleiro, será o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, o titular da Fazenda e Paulo Bernardo continuará à frente do Planejamento. Antonio Palocci assumiria a Casa Civil. “Meirelles e Pallocci têm uma gestão fiscal mais equilibrada. Mantega (ministro da Fazenda), se ficar, será em uma estatal”, justificou o analista da Tendências.
Estatais
Flávio Serrano, do BES Investimentos, ressalta na fala da presidente o combate à inflação e a promessa de gestão fiscal mais austera. Para ele também Mantega sairá da Fazenda e terá destino incerto. Na opinião do analista da BES Investimentos, Coutinho sairá do BNDES para a Fazenda e Pallocci se estabelecerá na Casa Civil. Ele acredita que para substituir José Sérgio Cabrielli, na Petrobras, Dilma deve convidar seu amigo Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte.
Tão ou mais importantes do que os ministérios são os comandos das empresas e bancos estatais, cujos caixas concentram o maior volume dos recursos públicos. Clodoir Vieira, da Corretora Souza Barros, lamenta que a presidência da Petrobras continue sendo um cargo político e mais ainda que circulem boatos, por exemplo, de que o candidato derrotado ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, poderia ocupá-lo. “Acho uma loucura dizer que o Mercadante pode ir para a Petrobras. Acho que (José Sérgio) Gabrielli será mantido”, afirmou. (V.B.)
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Lula não quer Palocci no Planalto e nem na equipe econômica; Mantega e Gabrielli têm nome certo no governo Dilma
Gerson Camarotti e Maria Lima
BRASÍLIA - A presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), terá um Ministério com a cara dela, mas vai discutir todas as escolhas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um dia depois das eleições, algumas certezas já circulavam entre auxiliares de Dilma e de Lula, entre elas os nomes que estarão no governo a partir de 1º de janeiro: o ex-ministro Antônio Palocci, o atual ministro Guido Mantega, o ministro Paulo Bernardo e Sergio Gabrielli, presidente da Petrobras. Palocci, porém, não deverá ter cargo dentro do Palácio do Planalto nem na equipe econômica. Lula e Dilma preferem o ex-ministro da Fazenda no Ministério da Saúde.
Do grupo dos quatro, é praticamente certo que Gabrielli continue na Petrobras, pelo menos na primeira fase do governo, para concluir a criação da nova estatal do pré-sal. Já Paulo Bernardo e Guido Mantega não estão garantidos em suas pastas atuais, Planejamento e Fazenda, respectivamente. Paulo Bernardo é o preferido da dupla Lula-Dilma para a Casa Civil.
Por enquanto, o que é dado como certo em alguns setores do PT e do governo é o que Palocci não deverá fazer no governo Dilma. Dilma e Lula estariam em sintonia em relação ao fato de que ele não deve ir para a Casa Civil.
O presidente chegou a fazer uma avaliação de que o ex-ministro poderia fazer sombra a Dilma. Outro alerta de Lula é que um cargo no núcleo do Planalto poderia transformar Palocci no primeiro alvo do novo governo, mesmo ele tendo sido inocentado pelo Supremo Tribunal Federal no caso da violação do sigilo do caseiro Francenildo Costa.
Lula gostaria que Palocci fosse para a Saúde, com a alegação de que essa é uma área que até hoje o governo do PT não conseguiu resolver muito bem, mas Dilma ainda não teria opinião formada sobre essa opção.
Ao mesmo tempo, Lula disse a Dilma que é fundamental que ela tenha Palocci no seu governo, principalmente pelo que ele representa para o mercado e pela interlocução que tem com os vários setores da sociedade, especialmente com o empresariado.
Peça fundamental na campanha eleitoral
Juntamente com José Eduardo Dutra, presidente do PT, e o secretário nacional, José Eduardo Cardozo, Palocci foi peça fundamental na campanha e será também na transição, cuja equipe ele comandará.
A presidente eleita sabe que enfrentará pressões para compor seu Ministério e, por isso, deve sair de cena nesta terça-feira à noite, retornando a Brasília só no domingo. Até lá, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, fará os primeiros contatos com os partidos da coligação vitoriosa.
Dilma ficará dois dias na capital, mas nada decidirá. Pela previsão inicial de sua agenda, na quarta-feira da semana que vem, ela deverá se encontrar com o presidente Lula em Maputo, Moçambique, para, de lá, seguir com ele para a reunião do G20, em Seul, na Coreia do Sul.
O deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP) evitou na segunda-feira especulações sobre nomes para o governo, inclusive o dele, e afirmou:
- Ela vai discutir com tranquilidade. Tem total liberdade para formar sua equipe.
- Todo mundo quer ficar, mas não tem sentido manter todo o Ministério. A equipe terá a cara dela - disse outro interlocutor de Dilma.
O que Lula e Dilma já decidiram é que vão blindar as chamadas "joias da coroa" - grandes estatais e principais cargos na Esplanada - para evitar o assédio dos aliados e até mesmo de grupos do PT.
Em relações às estatais, a decisão é manter no primeiro momento de governo os atuais presidentes para evitar o balcão de negócios em empresas como Petrobras e Eletrobrás, além do Banco do Brasil e da Caixa.
Já em relação à equipe econômica, existe consenso dos três principais nomes do governo Dilma nesta área: Guido Mantega, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e o secretário de Política Econômica, Nelson Barbosa.
Mas ainda não há definição dos cargos que ocuparão. Um dia depois das eleições, interlocutores de Dilma chegaram a cogitar até a mudança de Mantega para o Planejamento, caso a futura presidente decida pôr Coutinho na Fazenda.
O Banco Central pode ser ocupado por um dos três. Diferentemente de Lula, que estimulou divergências para criar um consenso, Dilma quer uma equipe harmoniosa de linha desenvolvimentista.
Outra preocupação manifestada de forma reservada por Dilma é no sentido de barrar o loteamento político das estatais.
Ela foi alertada sobre a intenção do PMDB de indicar o ex-governador Moreira Franco para presidir a Caixa Econômica Federal, e reagiu negativamente.
BRASÍLIA - A presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), terá um Ministério com a cara dela, mas vai discutir todas as escolhas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um dia depois das eleições, algumas certezas já circulavam entre auxiliares de Dilma e de Lula, entre elas os nomes que estarão no governo a partir de 1º de janeiro: o ex-ministro Antônio Palocci, o atual ministro Guido Mantega, o ministro Paulo Bernardo e Sergio Gabrielli, presidente da Petrobras. Palocci, porém, não deverá ter cargo dentro do Palácio do Planalto nem na equipe econômica. Lula e Dilma preferem o ex-ministro da Fazenda no Ministério da Saúde.
Do grupo dos quatro, é praticamente certo que Gabrielli continue na Petrobras, pelo menos na primeira fase do governo, para concluir a criação da nova estatal do pré-sal. Já Paulo Bernardo e Guido Mantega não estão garantidos em suas pastas atuais, Planejamento e Fazenda, respectivamente. Paulo Bernardo é o preferido da dupla Lula-Dilma para a Casa Civil.
Por enquanto, o que é dado como certo em alguns setores do PT e do governo é o que Palocci não deverá fazer no governo Dilma. Dilma e Lula estariam em sintonia em relação ao fato de que ele não deve ir para a Casa Civil.
O presidente chegou a fazer uma avaliação de que o ex-ministro poderia fazer sombra a Dilma. Outro alerta de Lula é que um cargo no núcleo do Planalto poderia transformar Palocci no primeiro alvo do novo governo, mesmo ele tendo sido inocentado pelo Supremo Tribunal Federal no caso da violação do sigilo do caseiro Francenildo Costa.
Lula gostaria que Palocci fosse para a Saúde, com a alegação de que essa é uma área que até hoje o governo do PT não conseguiu resolver muito bem, mas Dilma ainda não teria opinião formada sobre essa opção.
Ao mesmo tempo, Lula disse a Dilma que é fundamental que ela tenha Palocci no seu governo, principalmente pelo que ele representa para o mercado e pela interlocução que tem com os vários setores da sociedade, especialmente com o empresariado.
Peça fundamental na campanha eleitoral
Juntamente com José Eduardo Dutra, presidente do PT, e o secretário nacional, José Eduardo Cardozo, Palocci foi peça fundamental na campanha e será também na transição, cuja equipe ele comandará.
A presidente eleita sabe que enfrentará pressões para compor seu Ministério e, por isso, deve sair de cena nesta terça-feira à noite, retornando a Brasília só no domingo. Até lá, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, fará os primeiros contatos com os partidos da coligação vitoriosa.
Dilma ficará dois dias na capital, mas nada decidirá. Pela previsão inicial de sua agenda, na quarta-feira da semana que vem, ela deverá se encontrar com o presidente Lula em Maputo, Moçambique, para, de lá, seguir com ele para a reunião do G20, em Seul, na Coreia do Sul.
O deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP) evitou na segunda-feira especulações sobre nomes para o governo, inclusive o dele, e afirmou:
- Ela vai discutir com tranquilidade. Tem total liberdade para formar sua equipe.
- Todo mundo quer ficar, mas não tem sentido manter todo o Ministério. A equipe terá a cara dela - disse outro interlocutor de Dilma.
O que Lula e Dilma já decidiram é que vão blindar as chamadas "joias da coroa" - grandes estatais e principais cargos na Esplanada - para evitar o assédio dos aliados e até mesmo de grupos do PT.
Em relações às estatais, a decisão é manter no primeiro momento de governo os atuais presidentes para evitar o balcão de negócios em empresas como Petrobras e Eletrobrás, além do Banco do Brasil e da Caixa.
Já em relação à equipe econômica, existe consenso dos três principais nomes do governo Dilma nesta área: Guido Mantega, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e o secretário de Política Econômica, Nelson Barbosa.
Mas ainda não há definição dos cargos que ocuparão. Um dia depois das eleições, interlocutores de Dilma chegaram a cogitar até a mudança de Mantega para o Planejamento, caso a futura presidente decida pôr Coutinho na Fazenda.
O Banco Central pode ser ocupado por um dos três. Diferentemente de Lula, que estimulou divergências para criar um consenso, Dilma quer uma equipe harmoniosa de linha desenvolvimentista.
Outra preocupação manifestada de forma reservada por Dilma é no sentido de barrar o loteamento político das estatais.
Ela foi alertada sobre a intenção do PMDB de indicar o ex-governador Moreira Franco para presidir a Caixa Econômica Federal, e reagiu negativamente.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Países árabes pedem que EUA investiguem denúncias feitas por Wikileaks
Plantão | Publicada em 25/10/2010 às 10h49m
BBC
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Wikileaks sugere que EUA ignoram denúncias de abusos no Iraque
O Conselho de Cooperação do Golfo Pérsico, grupo que inclui seis países árabes, pediu aos Estados Unidos que investiguem detalhes de supostos abusos que teriam sido cometidos contra os direitos humanos no Iraque veiculados no site especializado em vazamento de informações Wikileaks.
Os documentos do site sugerem que as Forças Armadas americanas ignoraram casos de tortura praticada pelas tropas iraquianas, além de se omitir de "centenas" de mortos de civis em postos de controle.
Em um comunicado, o secretário-geral do grupo, Abdulrahman al-Attiyah, disse que os EUA são responsáveis pelas supostas torturas e assassinatos.
O conselho é formado pela Arábia Saudita, Kuwait, Oman, Catar, Bahrein e Emirados Árabes.
O Pentágono disse que não tem intenção de reinvestigar os abusos.
O material divulgado pelo Wikileaks - considerado o maior vazamento de documentos secretos da história - comprova que os Estados Unidos mantiveram registros de mortes de civis, embora já tenham negado esta prática.
Ao todo, foram divulgados registros de 109 mil mortes, das quais 66.081 teriam sido civis.
No fim de semana, o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, acusou o site de tentar sabotar suas chances de reeleição e criticou o que chamou de "interesses políticos por trás da campanha midiática que tenta usar os documentos contra líderes nacionais".
Maliki, representante da etnia xiita, tenta se manter no poder depois das eleições parlamentares ocorridas em março, no qual nenhum partido obteve maioria. As negociações entre as diversas facções para formar uma coalizão prosseguem.
Seus oponentes sunitas dizem que os papeis divulgados pelo Wikileaks destacam a necessidade de estabelecer um governo de coalizão, em vez de concentrar todo o poder nas mãos de al-Maliki.
Tortura
Muitos dos 391.831 relatórios Sigact (abreviação de significant actions, ou ações significativas, em inglês) do Exército americano aparentemente descrevem episódios de tortura de presos iraquianos por autoridades do Iraque.
Em alguns deles, teriam sido usados choques elétricos e furadeiras. Também há relatos de execuções sumárias.
Os documentos indicam que autoridades americanas sabiam que estas práticas vinham acontecendo, mas preferiram não investigar os casos.
O porta-voz do Pentágono Geoff Morrell disse à BBC que, caso abusos de tropas iraquianas fossem testemunhados ou relatados aos americanos, os militares eram instruídos a informar seus comandantes.
Plantão | Publicada em 25/10/2010 às 10h49m
BBC
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Wikileaks sugere que EUA ignoram denúncias de abusos no Iraque
O Conselho de Cooperação do Golfo Pérsico, grupo que inclui seis países árabes, pediu aos Estados Unidos que investiguem detalhes de supostos abusos que teriam sido cometidos contra os direitos humanos no Iraque veiculados no site especializado em vazamento de informações Wikileaks.
Os documentos do site sugerem que as Forças Armadas americanas ignoraram casos de tortura praticada pelas tropas iraquianas, além de se omitir de "centenas" de mortos de civis em postos de controle.
Em um comunicado, o secretário-geral do grupo, Abdulrahman al-Attiyah, disse que os EUA são responsáveis pelas supostas torturas e assassinatos.
O conselho é formado pela Arábia Saudita, Kuwait, Oman, Catar, Bahrein e Emirados Árabes.
O Pentágono disse que não tem intenção de reinvestigar os abusos.
O material divulgado pelo Wikileaks - considerado o maior vazamento de documentos secretos da história - comprova que os Estados Unidos mantiveram registros de mortes de civis, embora já tenham negado esta prática.
Ao todo, foram divulgados registros de 109 mil mortes, das quais 66.081 teriam sido civis.
No fim de semana, o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, acusou o site de tentar sabotar suas chances de reeleição e criticou o que chamou de "interesses políticos por trás da campanha midiática que tenta usar os documentos contra líderes nacionais".
Maliki, representante da etnia xiita, tenta se manter no poder depois das eleições parlamentares ocorridas em março, no qual nenhum partido obteve maioria. As negociações entre as diversas facções para formar uma coalizão prosseguem.
Seus oponentes sunitas dizem que os papeis divulgados pelo Wikileaks destacam a necessidade de estabelecer um governo de coalizão, em vez de concentrar todo o poder nas mãos de al-Maliki.
Tortura
Muitos dos 391.831 relatórios Sigact (abreviação de significant actions, ou ações significativas, em inglês) do Exército americano aparentemente descrevem episódios de tortura de presos iraquianos por autoridades do Iraque.
Em alguns deles, teriam sido usados choques elétricos e furadeiras. Também há relatos de execuções sumárias.
Os documentos indicam que autoridades americanas sabiam que estas práticas vinham acontecendo, mas preferiram não investigar os casos.
O porta-voz do Pentágono Geoff Morrell disse à BBC que, caso abusos de tropas iraquianas fossem testemunhados ou relatados aos americanos, os militares eram instruídos a informar seus comandantes.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Edson Paim Notícias no Painel de Blogs
Em cada um dos Blogs que integram o Painel do Paim, o maior aglomerado de Blogs do Planeta, uma parceria com o Google, você encontrará o LINK de Edson Paim Notícias (http://www.edsonpaim.com.br/)
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quarta-feira, 30 de junho de 2010
Edson Paim Notícias e Google News no Painel de Blogs
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