quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Dilma convida Mantega a permanecer na Fazenda

DE BRASÍLIA
A presidente eleita, Dilma Rousseff, decidiu convidar Guido Mantega a permanecer no Ministério da Fazenda em seu futuro governo, informam Kennedy Alencar e Valdo Cruz, na Folha desta quinta-feira.

Segundo a Folha apurou, Lula e Dilma discutiram uma lista de nomes que a presidente eleita pretende convidar para montar o seu primeiro escalão.

Em reunião anteontem à noite no Palácio da Alvorada, Lula voltou a defender a manutenção de Mantega no comando da Fazenda.

Segundo a Folha apurou, Dilma preferia trocar a presidência do BC, mas diminuiu sua resistência em manter Meirelles porque está preocupada com uma piora da economia mundial e seus efeitos no Brasil no começo de seu governo.

Ela voltou de Seul, onde participou de reunião do G20 (grupo que reúne as maiores economias do mundo), disposta a reavaliar a sugestão de Lula para manter Meirelles no BC.

sábado, 13 de novembro de 2010

Confira 30 nomes cogitados para ministros no governo Dilma


G1/LH
Especulações em torno dos nomes dos ministeriáveis, da cota de participação feminina e da divisão de forças entre os partidos da base aliada movimentam os bastidores da transição de poder em Brasília.
Ao menos 30 nomes já foram mencionados como possíveis ocupantes de cargos no ministério de Dilma Rousseff.

Na última quinta-feira (10), diante das demandas de partidos aliados, o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, que negocia com as legendas, alertou que o espaço no governo é "finito".

De acordo com Ilimar Franco, na coluna Panorama Político de terça-feira (10) em "O Globo", Dilma pretende ter mulheres em 11 das atuais 34 pastas.
Confira abaixo os nomes de 30 cotados.
'MINISTERIÁVEL' QUEM É MINISTÉRIO COTADO
Alessandro Teixeira (Foto: Divulgação)
ALESSANDRO TEIXEIRA

Presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações
Cotado para chefe de gabinete, segundo a "Folha de S. Paulo".
Cotado para um eventual Ministério das Micro e Pequenas Empresas, que pode vir a ser criado, segundo "Folha de S.Paulo" e "O Estado de S. Paulo".
Aloizio Mercadante (Foto: Agência Senado)
ALOIZIO MERCADANTE

Senador pelo PT (mandato se encerra neste ano). Candidato derrotado ao governo do estado de São Paulo.
Cotado para o Ministério do Planejamento, segundo "O Globo".
Antonio Palocci (Foto: Agência Brasil)
ANTONIO PALOCCI

Ex-ministro da Fazenda, um dos coordenadores da campanha de Dilma.
Cotado para a Casa Civil, Ministério das Relações Institucionais ou Secretaria-Geral da Presidência, segundo "Folha de S.Paulo".
Cotado para o Ministério da Saúde ou para a Petrobras, segundo "O Globo".

Pode assumir a Secretaria-Geral da Presidência, segundo "O Estado de S. Paulo".
Celso Amorim(Foto: Agência Brasil)
CELSO AMORIM

Atual ministro das Relações Exteriores
Cotado para o Ministério da Cultura, segundo "Folha de S.Paulo".
Ciro Gomes (Foto: Agência Brasil)
CIRO GOMES

Deputado federal pelo PSB e ex-ministro da Integração Nacional
Indicado pelo irmão Cid Gomes (PSB-CE), governador eleito, para ocupar um ministério. segundo "Folha de S.Paulo".

Cotado para assumir a presidência do BNDES, segundo "O Estado de S. Paulo".
Edison Lobão (Foto: Agência Brasil)
EDISON LOBÃO

Ex-ministro de Minas e Energia, foi reeleito senador pelo PMDB pelo Maranhão.
Cotado para voltar ao Ministério das Minas e Energia, segundo a "Folha de S.Paulo" e "O Globo".
Emir Sader (Foto: Agência Brasil)
EMIR SADER

Sociólogo
Cotado para o Ministério da Cultura, por indicação do PT de São Paulo, segundo "Folha de S.Paulo".
Fernando Haddad(Foto: Agência Brasil)
FERNANDO HADDAD

Atual ministro da Educação
Cotado para permanecer no Ministério da Educação, segundo "Folha de S.Paulo".
Fernando Pimentel (Foto: Arquivo/AE)
FERNANDO PIMENTEL
Ex-prefeito de Belo Horizonte (PT)
Cotado para o Ministério das Cidades, segundo "O Globo"
Gabriel Chalita(Foto: TV Globo)
GABRIEL CHALITA

Deputado federal eleito pelo PSB em São Paulo
Cotado para o Ministério da Educação, segundo "O Estado de S. Paulo"
Graça Foster (Foto: Divulgação)
GRAÇA FOSTER

Diretora de Gás e Energia da Petrobras
Cotada para a Casa Civil, segundo "Folha de S.Paulo", "Estado de S. Paulo" e "O Globo".
Cotada para para a presidência da Petrobras, segundo "O Estado de S. Paulo".
GILES AZEVEDO Cotado por Dilma para Chefe de Gabinete, segundo "Folha de S.Paulo".
Guido Mantega(Foto: Agência Brasil)
GUIDO MANTEGA

Atual ministro da Fazenda
Cotado para permanecer no Ministério da Fazenda, segundo "Folha de S.Paulo".
Hélio de Oliveira Santos (Foto: Divulgação)
DR. HÉLIO

Prefeito de Campinas pelo PDT (SP)
Cotado para assumir o Ministério da Saúde, segundo "O Estado de S. Paulo"
Henrique Meirelles (Foto: Agência Brasil)
HENRIQUE MEIRELLES

Presidente do Banco Central
Cotado para o Ministério dos Transportes, embora Lula queira permanência no BC, segundo "Folha de S.Paulo".
Cotado pelo PMDB para o Ministério da Fazenda e para a embaixada do Brasil em Washington, segundo "O Estado de S. Paulo".
 
Ideli Salvatti (Foto: Agência Brasil)
IDELI SALVATTI

Senadora pelo PT de Santa Catarina
Cotada para o Ministério da Cultura, segundo "Folha de S.Paulo".
Cotada para a Secretaria de Políticas para as Mulheres, segundo "O Globo" e "Folha de S.Paulo".
José Eduardo Cardozo (Foto: Agência Brasil)
JOSÉ EDUARDO CARDOZO

Deputado federal pelo PT-SP, foi um dos coordenadores da campanha de Dilma
Cotado para o Ministério da Justiça, segundo "O Globo" e "O Estado de S. Paulo".
José Sérgio Gabrielli (Foto: Agência Brasil)
JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI

Presidente da Petrobras
Cotado para o Ministério da Integração Nacional, segundo "Folha de S.Paulo".
José Viegas(Foto: TV Globo)
JOSÉ VIEGAS
Embaixador na Itália
Cotado para o Ministério das Relações Exteriores, segundo "Folha de S.Paulo" e "O Estado de S. Paulo".
Luciano Coutinho (Foto: Agência Brasil)
LUCIANO COUTINHO

Atual presidente do BNDES
Cotado por Dilma para ocupar o Ministério da Fazenda, segundo "Folha de S.Paulo".
Cotado para presidência do Banco Central, segundo "O Globo".

Cotado para permanecer no cargo, é opção para Banco Central ou a Fazenda, segundo "O Estado de S. Paulo".
Luiz Fernando Pezão (Foto: Agência Brasil)
LUIZ FERNANDO PEZÃO
Atual vice-governadordo Rio de Janeiro
Indicado pelo governador Sérgio Cabral (PMDB) para o Ministério das Cidades, segundo "Folha de S.Paulo".
Manuela D'Ávila (Foto: Agência Brasil)
MANUELA D'ÁVILA

Deputada federal (PCdoB-RS)
Cotada para o Ministério dos Esportes, segundo "O Globo".

Cotada para as secretarias das Mulheres, Igualdade Racial ou Juventude, segundo "Folha de S.Paulo".
Maria do Rosário(Foto: Divulgação)
MARIA DO ROSÁRIO

Deputada federal (PT-RS)
Indicada pelo PT gaúcho para ocupar o Ministério do Desenvolvimento Social ou a Secretaria Nacional de Direitos Humanos, segundo o jornal "Zero Hora".
Marilena Chauí(Foto: Divulgação)
MARILENA CHAUÍ

Filósofa
Indicada pelo PT paulista para o Ministério da Cultura, segundo "Folha de S.Paulo".
Marta Suplicy (Foto: Agência Estado)
MARTA SUPLICY

Senadora eleita pelo PT em São Paulo
Teria interesse na vaga do Ministério da Educação e é cotada pelo PT para o Ministério das Cidades, segundo "O Estado de S. Paulo".
Nelson Jobim (Foto: Agência Brasil)
NELSON JOBIM

Ministro da Defesa
Cotado para permanecer no Ministério da Defesa, segundo "Folha de S.Paulo".
Cotado para o Ministério das Relações Exteriores, segundo "Folha de S.Paulo" e "O Estado de S. Paulo.
Newton Lima (Foto: Divulgação)
NEWTON LIMA

Deputado federal eleito e ex-prefeito de São Carlos
Cotado para assumir o Ministério da Ciência e Tecnologia, segundo "O Estado de S. Paulo".
Paulo Bernardo (Foto: Agência Brasil)
PAULO BERNARDO

Atual ministro do Planejamento
Seria uma das opções para a Casa Civil, segundo "Folha de S.Paulo" e  "O Globo".
Sérgio Cortes (Foto: Agência O Globo)
SÉRGIO CORTES

Atual secretário de Saúde do Rio de Janeiro
Seria o indicado por Sérgio Cabral para o Ministério da Saúde, segundo "Folha de S.Paulo".
Wagner Rossi (Foto: Agência Brasil)
WAGNER ROSSI
Ministro da Agricultura
Cotado para permanecer no Ministério da Agricultura, segundo "O Globo".
Confira abaixo os 34 ministérios e secretarias com status ministerial no governo Lula, segundo o site do governo brasileiro:
Ministérios
Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Cidades
Ciência e Tecnologia
Comunicações
Cultura
Defesa
Desenvolvimento Agrário
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
Desenvolvimento Social e Combate à Fome
Educação
Esporte
Fazenda
Integração Nacional
Justiça
Meio Ambiente
Minas e Energia
Pesca e Aquicultura
Planejamento, Orçamento e Gestão
Previdência Social
Relações Exteriores
Saúde
Trabalho e Emprego
Transportes
Turismo

Secretarias
Casa Civil
Secretaria-Geral
Gabinete de Segurança Institucional
Secretaria de Comunicação Social
Secretaria de Assuntos Estratégicos
Secretaria de Relações Institucionais
Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres
Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
Secretaria Especial dos Direitos Humanos
Secretaria Especial de Portos

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O malfadado retôrno de Paulo Skaf na defesa dos 5% sobre os quais incididirá a nova CPMF e, inimigo dos 95% da população beneficiária com a sua adoção

Estadão, Paulo Skaf, o DEM e o empresariado são contra a CPMF, não pelo imposto em si, mas por causa do seu poder fiscalizador.

Estadão, ventríloquo de Paulo Scaff e, lídimo representante dos empresários, além do DEM (disseminador do ADN da UDN) e, de parlamentares cuja campanha foi financiada por empresas, não querem a volta da CPMF, não pelo mero aumento do imposto (irrisório), mas por causa de que facilita a  detecção dos sonegadores, além de dificultar o uso do Caixa 2.

Ao contrário de Paulo Skaf, o inimigo número 1 da CPMF (vide matéria abaixo), acredito que Dilma apoiará a volta dessa contribuição, acompanhando a maioria dos governadores progressistas e, em desacordo com os conservadores e retrógados (Edson Paim).

Leia a inusitada matéria:

Skaf: 'Não acredito que Dilma apoiará a CPMF'

08 de novembro de 2010 | 14h 38

DAIENE CARDOSO - Agencia Estado
SÃO PAULO - O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, negou que tenha enviado um alerta à presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), sobre a recriação da CPMF. Durante Convenção da Indústria Paulista, nesta manhã em São Paulo, ao comentar sobre a possível volta da CPMF, Skaf ameaçou "transformar o sonho de alguns em pesadelo".
Skaf disse que ainda não viu nenhuma manifestação de Dilma favorável ao retorno do tributo e sim declarações de governadores e parlamentares favoráveis a essa contribuição. "Não acredito que ela apoiará a CPMF, nem a CSS, nem qualquer tipo de imposto. Isso seria uma contradição com o que ela pregou durante a campanha", afirmou.
Skaf ressaltou que não tem críticas à presidente eleita e que seu recado foi direcionado a todos aqueles que defendem o retorno do tributo. "Ela (Dilma) não merece ter críticas, merece agora é apoio para promover a reforma tributária e assim o faremos", disse. "No momento eu penso que ela não tem esses sonhos não", complementou.
O representante dos empresários paulistas disse que se a ideia de recriar a CPMF prosperar no Congresso, a Fiesp voltará a mobilizar a sociedade contra o projeto, como fez quando os parlamentares derrubaram o imposto. "Vamos reagir fortemente", avisou. No entanto, ele acredita que a discussão não deve ir adiante porque a sociedade se opõe ao retorno da CPMF. "Acho que não vai ser preciso ir longe com essa história porque é absurdo pensar (no tema) num momento em que acabaram de sair das urnas. Todo mundo sabe muito bem que a sociedade diz não a qualquer nova contribuição."
Para Skaf, como todos conhecem o peso da carga tributária brasileira, ninguém assumirá o ônus de apoiar uma medida impopular. "Nenhum político gosta de ter um pesadelo logo no início de seu mandato", considerou.
Embora seja filiado ao PSB, partido do qual governadores eleitos manifestaram apoio à CPMF, Skaf disse que sua atuação vai além do partido. Segundo ele, muitos deles já começaram a mudar de opinião, como o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e o governador eleito do Espírito Santo, Renato Casagrande. "O peso aí não é de um ou outro governador, o peso é da sociedade", avaliou.
Meirelles
Sobre a possibilidade de eventual saída de Henrique Meirelles do Banco Central no governo Dilma, Skaf não prevê sobressaltos. "A cultura do Banco Central não está na cabeça do Henrique Meirelles. O problema do BC do Brasil é que ele só se preocupa com a moeda", disse. "Ou se muda esse conceito do BC e ele passa a ter a responsabilidade de pensar de forma equilibrada com a moeda, com o desenvolvimento, com o emprego, ou tem de haver políticas para priorizar o desenvolvimento do País", completou.
Skaf lembrou que o País já conquistou a estabilidade econômica, mas que agora é preciso buscar o crescimento constante. "O País tem outros desafios. Não dá para ficar falando só em juros altos", afirmou.
Ele negou que o governo Lula entrará para a história por não ter feito as reformas necessárias ao País, principalmente porque o presidente é bem avaliado pela opinião pública. "Ele (Lula) acertou na maioria das coisas e errou em algumas, ou deixou de fazer outras."
O presidente da Fiesp destacou que as reformas são demandas que precisam de décadas para serem instituídas. "Ele vai ficar na memória como um bom presidente, não quer dizer que seja perfeito."

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Composição de ministérios ainda não foi tratada com Dilma, diz Temer

Segundo ele, haverá documento firmando rodízio de PT-PMDB na Câmara.
Após encontro com Temer, presidente eleita seguiu para encontro com Lula.

Fábio Tito Do G1, em Brasília
O vice-presidente eleito, Michel Temer (PMDB-SP), formalmente indicado como coordenador político dos trabalhos de transição entre as equipes do atual e do futuro governo, chega para um café da manhã com a presidente eleita Dilma Rousseff (PT), no Lago SulO vice-presidente eleito, Michel Temer (PMDB-SP),
formalmente indicado como coordenador político, na
chegada para um café da manhã com a presidente
eleita Dilma Rousseff (PT), em Brasília (Foto: Dida
Sampaio/AE)
O vice-presidente da República eleito, Michel Temer (PMDB), disse nesta quarta-feira (3) que a composição de ministérios e estatais ainda não foi tratada com a presidente eleita Dilma Rousseff na reunião entre os dois durante esta manhã, em Brasília.
Após a reunião com Temer, a presidente eleita seguiu para um encontro com o presidente Lula no Palácio do Planalto. Dilma tem viagem programada para o fim da manhã, mas o destino não foi divulgado.
Questionado se o PMDB vai lutar para manter a mesma composição de ministérios e estatais, Temer desconversou. "Não vamos nem tocar nesse assunto agora. Toda vez que se toca nesse assunto se tem a impressão de que o PMDB quer. Falo aqui mais como vice-presidente, portanto como membro do governo, do que como presidente do PMDB", disse.
Michel Temer chegou às 8h10 desta quarta na residência de Dilma em Brasília, para reunião sobre a coordenação da equipe de transição. Ao chegar, ele não falou com a imprensa.
Na noite anterior, em jantar realizado na residência de Temer, ele e José Eduardo Dutra começaram a traçar as estratégias para a transição de governo. Temer e Dutra estão na coordenação da equipe escolhida por Dilma na tarde desta terça-feira. Além dos dois, também têm papel de coordenadores os deputados federais Antonio Palocci (PT-SP) e José Eduardo Cardozo (PT-SP).
Na ocasião, ele comentou a composição da presidência da Câmara dos deputados e a relação entre PT e PMDB. “A ideia é que eu e o presidente Dutra possamos firmar um protocolo pelo qual se estabelece este rodízio [na Câmara]. Agora, quem ocupará o primeiro biênio? Quem ocupará o segundo? É para um segundo momento. Não será tratado neste momento. A ideia é fechar esse acordo para que nós possamos ter um governo tranquilo. Ninguém vai criar dificuldades e nenhuma intriga será feita entre PT e PMDB”, afirmou Temer.
Segundo reportagem publicada nesta terça pelo jornal "O Estado de S. Paulo", integrantes do PMDB teriam ficado insatisfeitos com a atitude de Dilma Rousseff. No dia anterior, a presidente eleita chamou somente petistas para tomar as primeiras providências no processo de transição de governo.

Dilma quer na Casa Civil ‘nova’ Dilma: Graça Foster

Petrobras/Divulgação

Dilma Rousseff revelou, em privado, algo que não admite publicamente: prefere nomear para a Casa Civil um nome técnico, não um político.



Chama-se Maria das Graças Silva Foster a preferida de Dilma. É conhecida como Graça Foster.



Funcionária de carreira da Petrobras, ocupa no momento a estratégica diretoria de Gás e Energia.



Dilma olha para Graça Foster como se mirasse o espelho. As duas têm um perfil absolutamente assemelhado.



Asssim como Dilma, Foster tem fama de gerente eficaz e durona. Na estatal petroleira, ganhou o apelido de “Caveirão”.



Uma referência ao veículo blindado que o BOPE, temível tropa de elite da PM do Rio, utiliza em suas incursões pelos morros cariocas.



O desejo de Dilma é o de acomodar na Casa Civil uma espécie de nova Dilma. Uma pessoa capaz de coordenar os principais programas do governo.



A pretensão vai na contramão do previsto. Até aqui, dava-se de barato no PT que o chefe da Casa Civil de Dilma seria Antonio Palocci.



Um pedaço da legenda acha temerária a troca de planos. Alega-se que Dilma, por técnica, precisa ter do seu lado alguém com a cintura flexível de Palocci.



Dilma, por ora, parece dar de ombros para a argumentação. Dispõe-se a nomear Palocci, mas não se mostra convencida de que deve dar a ela a Casa Civil.



Em conversa que manteve com Lula antes da eleição de domingo passado, Dilma levou à mesa o nome de Graça Foster.



Segundo apurou o repórter, Lula estimulou a sucessora a compor sua equipe como julgasse melhor.



A despeito desse diálogo, pelo menos um auxiliar de Lula e um expoente do PT crêem que, no final das contas, Palocci vai à Casa Civil.



“O Lula é como a Bíblia”, disse um dos interlocutores do blog. “Todos os cristãos lêem, mas cada um tira suas própris conclusões”.



A alternativa cogitada para a acomodação de Palocci, médico de formação, é a cadeira de ministro da Saúde.



Diz-se, porém, que o ex-czar da Fazenda torce o nariz para essa hipótese. Assim, para fazer valer sua vontade, Dilma teria de tourear o petismo.



Como existe a hipótese de Palocci não vingar, o PT desenvolve um antídoto a Graça Foster. Começa-se a mencionar para a Casa Civil o nome do ministro petista Paulo Bernardo (Planejamento).



A favor de Dilma, por enquanto, pesa a interpretação que deu à primeira leitura que fez das palavras de Lula. Se tiver de fato a carta branca da 'Bíblia', não haverá petista capaz de segurá-la.



Contra ela, o fato de que, a partir de janeiro de 2011, Lula será ex-presidente. Por mais que ele se disponha a socorrê-la, é ela quem vai ter de lidar com o PT e suas peculiaridades.



Escrito por Josias de Souza às 04h42

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Ginástica para atender a todos os pedidos de cargo no governo

Correio Braziliense
Vera Batist

Se for atender a todos os pedidos de cargo, Dilma Rousseff terá que pelo menos triplicar o tamanho do governo. Estatais estão na mira de políticos


Antonio Palocci
O ex-ministro é cotado para a Casa Civil. Mas também pode ocupar o Ministério da Saúde ou presidir uma estatal, como a Petrobras.

Henrique Meirelles
O presidente do Banco Central pode continuar no cargo, se Dilma Rousseff seguir a orientação do presidente Lula. Caso ela opte por fazer uma troca, Meirelles pode ocupar um novo ministério, o da Infraestrutura.

Guido Mantega
Contando com o apoio de Lula, o ministro da Fazenda deseja continuar na Pasta, contrapondo-se a Meirelles no BC. Seria uma forma de não dar “vitória” no debate interno no governo nem à ala desenvolvimentista nem à mais ortodoxa.

Paulo Bernardo
O nome do atual ministro é considerado para liderar a Casa Civil, caso Palocci não seja alçado ao cargo. A saída dele ajudaria a abrir espaço na pasta do Planejamento para Aloizio Mercadante, derrotado na disputa pelo governo de SP.

Nelson Barbosa
Se depender somente do desejo de Dilma Rousseff, o secretário de Política Econômica da Fazenda seria o novo titular da Pasta. Se depender exclusivamente dele, o seu destino seria a presidência do Banco Central. Mas pode se contentar com um cargo na equipe econômica.

José Sérgio Gabrielli
O atual presidente da Petrobras deve permanecer no cargo por um ou dois anos, por conta do apoio que ele tem de governadores eleitos no Nordeste. Ele quer se cacifar para ocupar para disputar o governo da Bahia nos próximos quatro anos.

Luciano Coutinho
O presidente do BNDES poderá ocupar o Ministério da Fazenda no lugar de Guido Mantega. Essa é a vontade de Dilma Rousseff. Mas, no xadrez das negociações, há as hipóteses de ele ir para o Banco Central ou continuar à frente do banco de desenvolvimento.

Alessandro Teixeira
O ex-xerife da Apex-Brasil, que integrou a equipe da campanha da presidente eleita, é citado como provável titular do Ministério das Micro e Pequenas Empresas, que deve ser criado por Dilma.

Moreira Franco
Pode vir a ocupar a Presidência da Caixa. Pesa contra ele o fato de o cargo ser ocupado por Maria Fernanda Ramos Coelho, queridinha de Dilma. Por outro lado, a petista terá de abrir espaço para o PMDB no governo.

Abílio Diniz
O presidente do Conselho de Administração do Grupo Pão de Açúcar poderá ocupar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Ontem,
ele fez uma carta aos funcionários em que declarou seu voto em Dilma.

Maria das Graças Foster
A presidente da BR Distribuidora é a melhor amiga de Dilma, que deseja alçá-la a um cargo mais alto, como o de ministra das Minas e Energia. Mas a posição também é cobiçada pelo ex-titular da Pasta, Edison Lobão.

Ciro Gomes
O deputado federal que coordenou a campanha da petista no segundo turno agora deverá ocupar um lugar no alto escalão. Ele é citado para a Presidência do BNDES, para o Ministério da Saúde, caso Palocci não receba a função, ou para a Pasta da Integração Nacional.

Alexandre Tombini
O diretor de Normas do Banco Central seria o nome preferido de Henrique Meirelles para ocupar o seu cargo, caso o presidente do BC deixe a posição. Ele tem boas relações com a Fazenda e seria usado para aproximar o BC do futuro ministro.

Preocupação com os gastos
Entre as principais preocupações do mercado financeiro está se os futuros nomeados na área econômica irão controlar os gastos públicos. O fato de Dilma ter assumido compromisso neste aspecto em seu primeiro pronunciamento causou alento entre os analistas. “O povo brasileiro não aceita que governos gastem acima do que seja sustentável”, disse, após ser eleita. “Era a principal incerteza. O gasto público não poderia ficar de fora do discurso. Tudo o que queremos é uma gestão sustentável”, avalia Juan Jansen, da Consultoria Tendências.
Saiba mais...
Equação difícil na equipe que vai compor o novo governo de Dilma


Jansen crê que o diretor de Normas e Organização Financeira do Banco Central, Alexandre Tombini, irá substituir Henrique Meirelles, abrindo espaço para o atual presidente ocupar o Ministério da Fazenda, ou do Planejamento. Mas não vê com bons olhos a substituição. “Piora a qualidade. Ele (Tombini) é funcionário de carreira e o BC precisa de um técnico do mercado”, disse. Dependendo da mexida no tabuleiro, será o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, o titular da Fazenda e Paulo Bernardo continuará à frente do Planejamento. Antonio Palocci assumiria a Casa Civil. “Meirelles e Pallocci têm uma gestão fiscal mais equilibrada. Mantega (ministro da Fazenda), se ficar, será em uma estatal”, justificou o analista da Tendências.

Estatais
Flávio Serrano, do BES Investimentos, ressalta na fala da presidente o combate à inflação e a promessa de gestão fiscal mais austera. Para ele também Mantega sairá da Fazenda e terá destino incerto. Na opinião do analista da BES Investimentos, Coutinho sairá do BNDES para a Fazenda e Pallocci se estabelecerá na Casa Civil. Ele acredita que para substituir José Sérgio Cabrielli, na Petrobras, Dilma deve convidar seu amigo Fernando Pimentel, ex-prefeito de Belo Horizonte.

Tão ou mais importantes do que os ministérios são os comandos das empresas e bancos estatais, cujos caixas concentram o maior volume dos recursos públicos. Clodoir Vieira, da Corretora Souza Barros, lamenta que a presidência da Petrobras continue sendo um cargo político e mais ainda que circulem boatos, por exemplo, de que o candidato derrotado ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, poderia ocupá-lo. “Acho uma loucura dizer que o Mercadante pode ir para a Petrobras. Acho que (José Sérgio) Gabrielli será mantido”, afirmou. (V.B.)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Lula não quer Palocci no Planalto e nem na equipe econômica; Mantega e Gabrielli têm nome certo no governo Dilma

Gerson Camarotti e Maria Lima

BRASÍLIA - A presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), terá um Ministério com a cara dela, mas vai discutir todas as escolhas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um dia depois das eleições, algumas certezas já circulavam entre auxiliares de Dilma e de Lula, entre elas os nomes que estarão no governo a partir de 1º de janeiro: o ex-ministro Antônio Palocci, o atual ministro Guido Mantega, o ministro Paulo Bernardo e Sergio Gabrielli, presidente da Petrobras. Palocci, porém, não deverá ter cargo dentro do Palácio do Planalto nem na equipe econômica. Lula e Dilma preferem o ex-ministro da Fazenda no Ministério da Saúde.

Do grupo dos quatro, é praticamente certo que Gabrielli continue na Petrobras, pelo menos na primeira fase do governo, para concluir a criação da nova estatal do pré-sal. Já Paulo Bernardo e Guido Mantega não estão garantidos em suas pastas atuais, Planejamento e Fazenda, respectivamente. Paulo Bernardo é o preferido da dupla Lula-Dilma para a Casa Civil.

Por enquanto, o que é dado como certo em alguns setores do PT e do governo é o que Palocci não deverá fazer no governo Dilma. Dilma e Lula estariam em sintonia em relação ao fato de que ele não deve ir para a Casa Civil.

O presidente chegou a fazer uma avaliação de que o ex-ministro poderia fazer sombra a Dilma. Outro alerta de Lula é que um cargo no núcleo do Planalto poderia transformar Palocci no primeiro alvo do novo governo, mesmo ele tendo sido inocentado pelo Supremo Tribunal Federal no caso da violação do sigilo do caseiro Francenildo Costa.

Lula gostaria que Palocci fosse para a Saúde, com a alegação de que essa é uma área que até hoje o governo do PT não conseguiu resolver muito bem, mas Dilma ainda não teria opinião formada sobre essa opção.

Ao mesmo tempo, Lula disse a Dilma que é fundamental que ela tenha Palocci no seu governo, principalmente pelo que ele representa para o mercado e pela interlocução que tem com os vários setores da sociedade, especialmente com o empresariado.

Peça fundamental na campanha eleitoral

Juntamente com José Eduardo Dutra, presidente do PT, e o secretário nacional, José Eduardo Cardozo, Palocci foi peça fundamental na campanha e será também na transição, cuja equipe ele comandará.

A presidente eleita sabe que enfrentará pressões para compor seu Ministério e, por isso, deve sair de cena nesta terça-feira à noite, retornando a Brasília só no domingo. Até lá, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, fará os primeiros contatos com os partidos da coligação vitoriosa.

Dilma ficará dois dias na capital, mas nada decidirá. Pela previsão inicial de sua agenda, na quarta-feira da semana que vem, ela deverá se encontrar com o presidente Lula em Maputo, Moçambique, para, de lá, seguir com ele para a reunião do G20, em Seul, na Coreia do Sul.

O deputado José Eduardo Cardozo (PT-SP) evitou na segunda-feira especulações sobre nomes para o governo, inclusive o dele, e afirmou:

- Ela vai discutir com tranquilidade. Tem total liberdade para formar sua equipe.

- Todo mundo quer ficar, mas não tem sentido manter todo o Ministério. A equipe terá a cara dela - disse outro interlocutor de Dilma.

O que Lula e Dilma já decidiram é que vão blindar as chamadas "joias da coroa" - grandes estatais e principais cargos na Esplanada - para evitar o assédio dos aliados e até mesmo de grupos do PT.

Em relações às estatais, a decisão é manter no primeiro momento de governo os atuais presidentes para evitar o balcão de negócios em empresas como Petrobras e Eletrobrás, além do Banco do Brasil e da Caixa.

Já em relação à equipe econômica, existe consenso dos três principais nomes do governo Dilma nesta área: Guido Mantega, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e o secretário de Política Econômica, Nelson Barbosa.

Mas ainda não há definição dos cargos que ocuparão. Um dia depois das eleições, interlocutores de Dilma chegaram a cogitar até a mudança de Mantega para o Planejamento, caso a futura presidente decida pôr Coutinho na Fazenda.

O Banco Central pode ser ocupado por um dos três. Diferentemente de Lula, que estimulou divergências para criar um consenso, Dilma quer uma equipe harmoniosa de linha desenvolvimentista.

Outra preocupação manifestada de forma reservada por Dilma é no sentido de barrar o loteamento político das estatais.

Ela foi alertada sobre a intenção do PMDB de indicar o ex-governador Moreira Franco para presidir a Caixa Econômica Federal, e reagiu negativamente.