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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Dilma fecha o ministério (Postado por Erick Oliveira)
Na noite desta terça-feira, a presidente eleita Dilma Rousseff concluiu a composição do ministério ao convidar a deputada Iriny Lopes (PT-ES) para ocupar a Secretaria Nacional de Política das Mulheres e o deputado Afonso Florence (PT-BA) para o Ministério do Desenvolvimento Agrário.
A demora na escolha de dois ministérios que foram entregues ao PT se deu por conta das disputas internas no partido da presidente eleita. A Articulação de Esquerda (AE) da deputada Iriny Lopes elegeu apenas quatro parlamentares e reivindicava espaço no futuro governo; o mesmo se dava com a DS – Democracia Socialista – que reivindicava o Ministério do Desenvolvimento Agrário e acabou conquistando com a nomeação do baiano Afonso Florence.
Os Estados do Nordeste também reivindicaram o Ministério do Desenvolvimento Agrário que coordena o Pronaf – Programa de Agricultura Familiar – que este ano financiou R$ 16 bilhões em projetos para pequenos agricultores. Ao lado do programa bolsa família, o Pronaf é um dos mais aprovados programas do governo.
A demora na escolha de dois ministérios que foram entregues ao PT se deu por conta das disputas internas no partido da presidente eleita. A Articulação de Esquerda (AE) da deputada Iriny Lopes elegeu apenas quatro parlamentares e reivindicava espaço no futuro governo; o mesmo se dava com a DS – Democracia Socialista – que reivindicava o Ministério do Desenvolvimento Agrário e acabou conquistando com a nomeação do baiano Afonso Florence.
Os Estados do Nordeste também reivindicaram o Ministério do Desenvolvimento Agrário que coordena o Pronaf – Programa de Agricultura Familiar – que este ano financiou R$ 16 bilhões em projetos para pequenos agricultores. Ao lado do programa bolsa família, o Pronaf é um dos mais aprovados programas do governo.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Prefeito de Sobral assumirá Portos
O nome de Leônidas Cristino (PSB) foi indicado à presidente eleita pelo deputado federal Ciro Gomes (PSB), que recusou o convite para assumir o Ministério da Integração Nacional
Após ter recusado o convite da presidente eleita Dilma Rousseff (PT) para assumir o Ministério da Integração Nacional, o deputado federal Ciro Gomes (PSB) emplacou a indicação do prefeito de Sobral, Leônidas Cristino (PSB), para a Secretaria dos Portos. Hoje o cargo é ocupado por outro cearense: Pedro Brito, também da cota de Ciro.
A sugestão foi apresentada à Dilma pelo irmão do deputado e governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), que ontem se reuniu mais uma vez em Brasília com a presidente eleita e com líderes do PSB para fechar as vagas que caberiam ao partido.
Inicialmente esperada para ser transferida para a Secretaria dos Portos, a gestão dos Aeroportos permanecerá no Ministério da Defesa, sob o comando de Nelson Jobim, de acordo com a decisão de ontem da presidente.
O ministro
O engenheiro Leônidas Cristino foi eleito prefeito de Sobral pela primeira vez em 2004, quando Cid Gomes deixou a Prefeitura. Em 2008, Leônidas foi reeleito. Ele, que é vinculado politicamente aos Ferreira Gomes, já exerceu o cargo de deputado federal por dois mandatos e foi secretário estadual de Obras no governo de Ciro (1991-94). Em 2008, contudo, sua candidatura à reeleição chegou a ser questionada por gente ligada aos Ferreira Gomes. Agora, será o representante cearense na equipe de Dilma.O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), também garantiu a sua participação nas indicações para o primeiro escalão do novo governo, já que o ex-prefeito de Petrolina e atual Secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Fernando Bezerra Coelho, assumirá a Integração Nacional.
Dilma também confirmou, ontem, o deputado federal pelo Rio de Janeiro Luiz Sérgio Nóbrega de Oliveira na chefia da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência. O general José Elito Carvalho Siqueira irá para o Gabinete de Segurança Institucional, enquanto o ministro Jorge Hage foi convidado a permanecer à frente da Controladoria Geral da União.
Ranne Almeida
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Dilma Rousseff convida irmã de Chico Buarque para o Ministério da Cultura
Expectativa é de que outros cinco nomes do primeiro escalão sejam confirmados hoje
A presidente eleita, Dilma Rousseff, convidou nesta segunda-feira a irmã do compositor Chico Buarque, Ana Buarque de Hollanda, para comandar o Ministério da Cultura durante o seu governo. A informação é dos jornais Folha de São Paulo e O Estado de São Paulo.O convite, que teria sido aceito por Ana, foi feito durante uma reunião no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede do governo de transição, na manhã desta segunda-feira. Ana é cantora e foi diretora de Música da Funarte.
A expectativa é de que outros seis ministros sejam anunciados até o fim do dia.
ZERO HORA
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Equipe de Dilma formaliza indicação de mais quatro ministros
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Dilma deve convidar Ciro Gomes para a Integração (Postado por Erick Oliveira)
O ex-ministro e deputado Ciro Gomes (PSB-CE) pode ser convidado pela presidente eleita Dilma Rousseff para ocupar o Ministério da Integração Nacional. O convite deve ser formalizado quando ele retornar de uma viagem à Europa, até quarta-feira.
Segundo integrantes do PSB, se Ciro for o ministro, o ex-prefeito de Petrolina Fernando Bezerra Coelho - que desistiu de disputar uma vaga ao Senado para apoiar o senador eleito Humberto Costa (PT) - vai para a Secretaria de Portos.
Ciro Gomes surpreendeu a todos ao articular para participar do ministério do futuro governo. Seus companheiros de partido alegam que ele desdenhou de qualquer cargo e dizia que 'queria dar um tempo' na vida pública. 'Vão colocar o Ciro no Ministério e dane-se o resto. Crescemos para diminuir', reclamou um integrante do PSB.
Nas últimas eleições, o partido de Ciro conquistou seis governos de Estado (Pernambuco, Ceará, Piauí, Paraíba, Amapá, e Espírito Santo) e aumentou a bancada na Câmara de 27 para 34 deputados federais.
Se o ex-ministro não for para a Integração Nacional, a Secretaria de Portos deverá ficar nas mãos de um deputado do partido. Os indicados são o paulista Márcio França e o gaúcho Beto Albuquerque.
Presidente regional do PSB paulista, França não conta com a simpatia do Palácio do Planalto, pois petistas o responsabilizam pela idealização da candidatura derrotada do empresário Paulo Skaf ao governo de São Paulo.
O PT paulista queria que o PSB no Estado apoiasse Aloizio Mercadante, que acabou perdendo a disputa pelo governo de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB).
Segundo integrantes do PSB, se Ciro for o ministro, o ex-prefeito de Petrolina Fernando Bezerra Coelho - que desistiu de disputar uma vaga ao Senado para apoiar o senador eleito Humberto Costa (PT) - vai para a Secretaria de Portos.
Ciro Gomes surpreendeu a todos ao articular para participar do ministério do futuro governo. Seus companheiros de partido alegam que ele desdenhou de qualquer cargo e dizia que 'queria dar um tempo' na vida pública. 'Vão colocar o Ciro no Ministério e dane-se o resto. Crescemos para diminuir', reclamou um integrante do PSB.
Nas últimas eleições, o partido de Ciro conquistou seis governos de Estado (Pernambuco, Ceará, Piauí, Paraíba, Amapá, e Espírito Santo) e aumentou a bancada na Câmara de 27 para 34 deputados federais.
Se o ex-ministro não for para a Integração Nacional, a Secretaria de Portos deverá ficar nas mãos de um deputado do partido. Os indicados são o paulista Márcio França e o gaúcho Beto Albuquerque.
Presidente regional do PSB paulista, França não conta com a simpatia do Palácio do Planalto, pois petistas o responsabilizam pela idealização da candidatura derrotada do empresário Paulo Skaf ao governo de São Paulo.
O PT paulista queria que o PSB no Estado apoiasse Aloizio Mercadante, que acabou perdendo a disputa pelo governo de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB).
domingo, 12 de dezembro de 2010
Para ter Ciro, Dilma admite até entregar Saúde a ele
Marcelo Justo
A cúpula do PSB não digeriu bem a ideia de Dilma Rousseff de atrair Ciro Gomes para o seu ministério.
O partido tenta converter Ciro em ministro da “cota pessoal” de Dilma, não da cota da legenda.
Ciro já foi convidado para retornar ao Ministério da Integração Nacional, que ocupou entre 2003 e 2006.
Além disso, Dilma admitiu, em privado: para ter Ciro em sua equipe, não exclui a hipótese de confiar-lhe a estratégica pasta da Saúde.
O PSB indicara para a Integração Nacional outro nome, da confiança do governador pernambucano Eduardo Campos, presidente da legenda.
Chama-se Fernando Bezerra. Integra o secretariado de Campos. Responde pela Secretaria de Desenvolvimento de Pernambuco.
Em meio aos narizes torcidos de seu partido, Ciro pediu tempo para responder aos acenos de Dilma. Ele está na Europa. Volta na quarta (15).
A indefinição converteu o PSB de “queridinho” de Dilma em foco de lamentações.
Antes, dizia-se que a legenda de Campos, mercê da lealdade ao governo e do crescimento nas urnas, seria “premiada” na composição do ministério.
Embalada, a caciquia do PSB reunira-se, há três semanas, em Pernambuco. Sob a coordenação de Campos, definiram-se os “ministeriáveis” da legenda.
Além de Fernando Bezerra para a Integração, apontou-se o deputado Márcio França (PSB-SP) para o Ministério do Turismo. Nada de Ciro.
Como concessão a Ciro, o partido cogitava apenas manter Pedro Brito, ligado a ele, na Secretaria Nacional de Portos.
Súbito, a pasta do Turismo, que o PSB imaginava receber como compensação pela perda da Ciência e Tecnologia para o PT, foi à cota do PMDB.
Márcio França passou a ser apontado, então, como nome do PSB para a secretaria de Portos. Sobreveio novo contratempo.
Dilma e seus operadores petistas levaram o pé atrás em relação a França. A equipe de transição pôs sobre a mesa o nome de outro deputado: Beto Albuquerque (PSB-RS).
A direção do PSB não faz restrições a Albuquerque, parlamentar de ótimo nível. O problema é que a bancada de deputados do partido prefere França.
Para complicar, Dilma saiu-se com o nome de Ciro. Acomodando-o na Integração Nacional, como prefere, obrigaria Eduardo Campos a deslocar o pupilo Fernando Bezerra para os Portos.
Planeja-se vitaminar a secretaria, atribuindo-lhe também a gestão dos aeroportos do país.
Nesse caso, França e Albuquerque ficariam, como se diz, chupando o dedo. A irritação do PSB ganhou as nuvens.
Aos olhos das principais lideranças, Campos incluído, Ciro joga para si, não para o partido. Mais: dissera que não tinha interesse em participar do governo Dilma.
É contra esse pano de fundo conturbado que Dilma mencionou, como cogitação, a ideia de acomodar Ciro na pasta da Saúde, ainda não preenchida.
Afora as dúvidas novas –Onde alocar Ciro?, Ele vai aceitar? Que fazer com França e Albuquerque?— Dilma e o PSB lidam com uma interrogação velha.
Não se sabe, por ora, o que fazer com o senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE).
Dilma quer nomear Valadares ministro para levar ao Senado o suplente dele: José Eduardo Dutra, presidente nacional do PT.
No plano de Dilma, Valadares iria à nova pasta das Micro e Pequenas empresas. Posto que o senador ainda não exibiu a intenção de aceitar.
Sob a atmosfera de lufa-lufa, Lula viaja nesta segunda (13) para o Ceará. Será recepcionado pelo governador Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro.
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Escrito por Josias de Souza às 23h26
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